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Gestão de Qualidade
 
gestao-de-qualidadeA gestão de qualidade surgiu em meados da década de 50; quando o mundo sentiu a necessidade da melhora de seus elementos em todos os âmbitos. Com essa mudança, trouxe a carência de organização e estruturação. Por exemplo, os consumidores cada vez mais cobram qualidade dos produtos que adquirem.

De acordo com os relatórios Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, existem, só para uma operadora de telecomunicações: 5.966 mil reclamações. Em seguida, vem um grupo financeiro com 4.360 queixas fundamentadas; ou seja, o cliente está com a razão.

Dependendo do caso, mais de 50% das reclamações não são atendidas, como é o caso da operadora de telefonia citada no parágrafo anterior. O fato é: em todo e qualquer lugar é preciso ter fiscalização quanto à qualidade do produto. Um alimento estragado pode levar alguém a óbito. Tendo em vista esses aspectos, se pode concluir que as empresas e instituições precisam de uma gestão de qualidade.

A gestão de qualidade é uma gerência focada na qualidade da produção e dos serviços de determinada empresa. Walter Andrew Sherwart, físico, engenheiro e estatístico norte-americano, também conhecido como “Pai do controle estatístico de qualidade”, iniciou estudos sobre a qualidade nas indústrias e demais locais de produção. Desenvolveu o CEP: Controle Estatístico de Processo. Sherwart criou o Ciclo PDCA, que significa Plan, Do, Check e Action: o ciclo Deming da Qualidade.

O Japão foi o primeiro país a adotar a gerência de qualidade dos seus produtos e serviços, em inglês, Total Quality Management “TQM”, que significa Gestão da Qualidade Total (GQT). O surgimento se deu no período do fordismo e, no Japão, o toyotismo aplicou a nova técnica organizacional e conseguiu estabilizar a economia no pós-guerra. Ora, após a Segunda Guerra Mundial, os japoneses estavam destruídos pelo efeito das bombas, tanto física, quanto moralmente.

Com o passar dos anos, vieram as produções em massa, as indústrias crescem e veem o nível de exigência dos consumidores aumentar. Por isso, houve uma reorientação das organizações com fundamento na resolução dos problemas e na busca da perfeição. Gestão de Qualidade Total são pensamentos estratégicos que antecedem o agir e o produzir. Também, em relação à mudança de postura gerencial e a forma de entender o sucesso de uma organização.

Então, a gestão de qualidade vem tão somente para a total eficiência e sucesso das instituições. A valorização do cliente está em primeiro lugar. Para exemplificar, algumas características do serviço do toyotismo, que aderiu a essa política de qualidade. No toyotismo, a produção é flexível à demanda do mercado.

Os japoneses investem na qualificação dos funcionários da empresa, seja por meio de curso ou palestras, o que contribui para o melhor desempenho – e isso em todas as áreas da empresa. Ao contrário do processo do fordismo, o toyotismo buscou o aperfeiçoamento em todos os níveis da empresa, desde o departamento de recursos humanos, até o principal processo de montagem.

A principal técnica da gestão de qualidade, que foi aplicada ao toyotismo: essencial para qualquer empresa que almeja grandes lucros e fiéis clientes, a personalização dos produtos. Consiste em fabricar o produto de acordo com o gosto do cliente. Além disso, existia a fiscalização: um supervisor para cada etapa do processo produtivo. A consequência é um trabalho de qualidade.

Quem se adaptou ao mercado e aplicou a nova técnica foi a General Motors (GM). Ela conseguiu quebrar a Ford, no período entre 1950 e 1960, pois a Ford produzia em massa para obter grandes lucros e conseguia. A indústria dos carros pretos - conhecida assim porque a tinta preta secava mais rápido, o que proporcionava maiores produções – não colocou em prática a gestão de qualidade.

A General Motors mudou seu modelo de produção e de gestão. Por meio de estudos, conseguiu bater a toda poderosa Ford e se torna a maior montadora de automóveis do mundo. O fato é que todos esses elementos têm certa base nos estudos de Frederick W. Taylor, o pai da administração científica, o qual criou o modelo de produção chamado de taylorismo.

Taylorismo

Um dos princípios dele, se encalça basicamente em técnicas de planejamento, seleção, controle e execução. No ato do planejamento, substituem-se os métodos de “por a mão na massa” por estudos comprovados e cientificamente testados. Na seleção, faz uma triagem dos funcionários, a fim de delegar cada qual para a função que melhor lhe cabe. Porém, é tudo segundo as aptidões de cada indivíduo.

O princípio do controle funciona com a supervisão de uma pessoa mais qualificada, que entende o processo de produção daquele setor, e assim, está apto para intervir nos momentos de erro no trabalho executado. E o princípio de execução se trata de uma organização e disciplina do trabalho, pois assim, o desenvolvimento se dá mais efetivamente.

A metodologia de Taylor, segundo seus estudos, traz uma série de vantagens para a indústria em que se trabalha. Por exemplo, o salário dos funcionários aumenta em quase o dobro, uma vez que a produção aumenta. Os empregados se sentem mais valorizados, acolhidos e têm prazer no que fazem.

A jornada de trabalho é reduzida e podem usufruir de descansos remunerados. E não são apenas os proletariados que saem lucrando, mas, também, os empregadores, pois: a empresa terá produtos de maior qualidade, o ambiente será mais harmonioso, livre de greves e desânimo e, principalmente, redução dos custos e gastos.